domingo, 14 de junho de 2009

Rosas Minhas

Rosas minhas que não calam,
Clamem rosas que suportam a dor.
Arrancadas a dia a dia despencadas murcham,
Sangue rubro sem algum valor.

Tal como a flor suas pétalas caem,
Exale o perfume que ainda ficou.
Sinta seus espinhos, os agarre com vigor.
Rosas minhas clamem,clamem,clamem...
É chegado o dia do sangue derramado,
Em mim, em ti, tudo se findou

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ser você

Se fosse eu, seria um mar morto em pleno sertão...
Sendo você, é mar azul e maresia cheirando a saudade.
Sendo eu, é tudo alegria triste de um dia cinza...
Se fosse você, seria o cheiro do pão, acalanto d´alma

Se fosse eu, seria a tenebrosa tempestade...
Granitos cortariam os perversos que habitam minhas mágoas.
Sendo eu, pouco há para se oferecer...
Migalhas de uma mesa vazia e triste que esperam sua chegada.

Se for você , é possível ver Deus.
Raios de sol iluminariam bons e maus
Ser você é ser a esperança do soslaio divino.
Ser você é o acalanto do sendo eu o que sou.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Névoa

Misturei-me entre luz e trevas.
Intercalando os dias, escolhi olhar para o alto.
Sentindo o mel das palavras,
Apreciando o sorriso dos enamorados,
Esqueci-me de mim.

Volto os olhos contra a luz,
Sinto as trevas atrás do nevoeiro.
Quando o fogo da fúria se acendeu,
Voltou às gotículas de um sangue amargo.

Oxalá, tivesse a força de um guerreiro.
Desconstruiria as ofensas atacadas,
E não fugiria deste cárcere a mim destinado.
Existo entre luz e trevas de um nevoeiro que nasceu em mim.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

LEMBRETE... Mário Quintana

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!Quando se vê, já é sexta-feira... Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já se passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo: não deixe de fazer algo de que gosta devido a falta de tempo;
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente năo voltará mais

terça-feira, 14 de abril de 2009

Castigo

Castigo
Hoje dói mais...
Sinto a peste que dorme entre trevas encobrir meus pensamentos.
O terror noturno apavora-me.
Sinto a peste acordada assolar meu corpo.
Todos ao meu lado caíram.
Estamos prostrados.

Hoje sinto dor...
Meus olhos contemplam o caos...
Vejo em nós o castigo como recompensa.
O mal nos sucedeu,
As pragas chegaram a nossas casas.
Nossos caminhos foram descobertos.

Hoje dói mais...
Tropeço entre os escombros .
No pó relembro o que era.
Não estou livre e nem salva.
Em minha angústia gritei sem voz.
Vozes choram sem lágrimas.

Hoje sinto dor...
Oh, palavras que afugentam minhas magoas!
Livrai-me de mim
Livra-me das trevas...
Tira-me das ruas dos injustos,
E não estarei prostrada ao ver...
Vês os pesadelos de olhos abertos como eu?
.


O espelho não refletiu-me
Seus estilhaços evidenciariam à dor
Uma porta proibida foi destrancada
O monstro saiu, e envergonhei-me do que sou

Atrás das portas está o que sou
Qualquer distração e morrerá um pouco de mim
Sorrisos são máscaras da alma
Seduza o bom
E seus versos tristes não ficarão perdidos

quarta-feira, 25 de março de 2009

Dê-me vida

Te dei a chave para olhar além dos meus olhos.
Ainda assim não posso abrir todas as portas.
Hoje me sinto anestesiada.
É assim quando vivo todos os meus temores...
Vivo sem uma alma.
Meu espírito pernoitou em outro lugar.
Encontre-o e dê-me vida.

Não acordo do pesadelo.
Não tentarei acordar.
Sinto meu sangue escorrer,
Desfaleço do nada que me tornei.
Abro os olhos e vejo a verdade.
Não tenho alma
Meu espírito foi-se e congelei por dentro...

Escolho a escuridão,
Pois predestinamente não há escolhas para mim.
Não há nada aqui dentro.
Lembro-me da chave que lhe dei...
Salve-me de mim e ainda sorrirei
Salve-me de minhas dores
Onde tudo está entorpecido...

Não há cura

Não há cura.
Fadado as agonias diárias,
Perco planos e sonhos sólidos.
Agrava-se a cada minuto.
Haverá outro com tais sintomas?
Outros sem sono, sonhos,
Sofredores de insônias, angústias e tremores?
Haverá outros com dor da alma?
Cada respiração denuncia os sintomas
A culpa faz parte da dor.
Não há mais estruturas na casa...

Não há cura
A doença se agrava a cada dia
Todos os edifícios são convites ao salto final.
Olho para o céu e não enxergo o sol.
Haverá perdão para os imperdoáveis?
Perambulo ocultando mus versos
A vergonha sufocou um íntimo
Até quando suportarei o v ale de lamas negras?
Afaste-se de mim, não quero sorrir.
Alheio a tudo não percebi quando meu mundo desabou