quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Enlouqueço

 


Vaidade calou-se
 A mente fala
Repito o que me falta
Enlouqueço
Enlouqueço
Enlouqueço
Manicômios da minha alma
Dentro de mim há outros eus
Mas não é Deus

Adoece-me a cada dia
Louca, ardilosa, amorosa
Início do meu fim
Calculei em 15 anos a morte
Estourou o balão e surgiu o pior de mim

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

Cemitério de Sonhos

 

 Bailo com a escuridão

 Rodopio embriagada

 Salto entre idealizações frustradas

 Uma alma suicida me faz morrer acordada



quinta-feira, 13 de maio de 2010

Estação

Conheci a ti, ó morte minha
De flores que não exalam mais
Secas, anunciam o odor do fim
Ao fim de uma estação me vi distante de mim
Volto às dores que não se suportam mais
Milhares de cacos refletam as muitas aguas
Sim, as muitas aguas não poderiam apagar esse amor
Mas seus rios podem sufocá-los
Lágrimas da morte
Tragam- na de volta para mim
E por mais uma estação me distanciarei de mim.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A gosto do desgosto

Volto-me ao mundo das idéias
Anestesia feita para os que sentem dores d alma.
Uma moça foi tirada do inferno,
Sem que tirassem o inferno dela.
Há sempre espaço para tal alma se expandir
Até se tornar o oceano infinito.
Eu que não estou mais aqui
Sinto saudades de mim
Em vê-la tão sóbria
A gosto do desgosto.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

M.J

Olhei para o nada e vi a morte.
Sem entender Seus motivos, pedi que não o levasse...
Nunca houve maior dor além do adeus.
Rogaria que me preparassem,
Me humilharia em desespero pedindo entendimento.

Dê- me sabedoria,
Te peço Deus...
Não entendo a vida
Não entendo a morte...
Entendi somente a dor do adeus...
Me dê o oásis desta sequidão,
Já não viverei sem os olhos seus.

De...

Defino-me desolado.
Desolado de tantas aflições
Descontrolo-me e descontente,
Descobri em mim a razão do sofrer.
Deixe-me sozinha,
Desgarrada,
Desapego-me então de ti.
Defina-me,
Decifre-me,
Decida a razão para viveres em mim.

domingo, 14 de junho de 2009

Infortúnio

Mesmo que intentes contra mim,
Que passes seus dias a maquinar o mal
Ainda que faças sofrer o inocente,
Não pagarei seu mal por mal


Não lhe mostrarei minhas desesperadas lágrimas,
Ainda que meu sorriso triste não lhe seja reconhecido.
Que entendas em breve o caminho escolhido,
Mesmo que já tarde, ainda acredito
Assim em infortúnio, vivo não menos iludido.

Rosas Minhas

Rosas minhas que não calam,
Clamem rosas que suportam a dor.
Arrancadas a dia a dia despencadas murcham,
Sangue rubro sem algum valor.

Tal como a flor suas pétalas caem,
Exale o perfume que ainda ficou.
Sinta seus espinhos, os agarre com vigor.
Rosas minhas clamem,clamem,clamem...
É chegado o dia do sangue derramado,
Em mim, em ti, tudo se findou

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ser você

Se fosse eu, seria um mar morto em pleno sertão...
Sendo você, é mar azul e maresia cheirando a saudade.
Sendo eu, é tudo alegria triste de um dia cinza...
Se fosse você, seria o cheiro do pão, acalanto d´alma

Se fosse eu, seria a tenebrosa tempestade...
Granitos cortariam os perversos que habitam minhas mágoas.
Sendo eu, pouco há para se oferecer...
Migalhas de uma mesa vazia e triste que esperam sua chegada.

Se for você , é possível ver Deus.
Raios de sol iluminariam bons e maus
Ser você é ser a esperança do soslaio divino.
Ser você é o acalanto do sendo eu o que sou.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Névoa

Misturei-me entre luz e trevas.
Intercalando os dias, escolhi olhar para o alto.
Sentindo o mel das palavras,
Apreciando o sorriso dos enamorados,
Esqueci-me de mim.

Volto os olhos contra a luz,
Sinto as trevas atrás do nevoeiro.
Quando o fogo da fúria se acendeu,
Voltou às gotículas de um sangue amargo.

Oxalá, tivesse a força de um guerreiro.
Desconstruiria as ofensas atacadas,
E não fugiria deste cárcere a mim destinado.
Existo entre luz e trevas de um nevoeiro que nasceu em mim.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

LEMBRETE... Mário Quintana

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!Quando se vê, já é sexta-feira... Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já se passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo: não deixe de fazer algo de que gosta devido a falta de tempo;
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente năo voltará mais

terça-feira, 14 de abril de 2009

Castigo

Castigo
Hoje dói mais...
Sinto a peste que dorme entre trevas encobrir meus pensamentos.
O terror noturno apavora-me.
Sinto a peste acordada assolar meu corpo.
Todos ao meu lado caíram.
Estamos prostrados.

Hoje sinto dor...
Meus olhos contemplam o caos...
Vejo em nós o castigo como recompensa.
O mal nos sucedeu,
As pragas chegaram a nossas casas.
Nossos caminhos foram descobertos.

Hoje dói mais...
Tropeço entre os escombros .
No pó relembro o que era.
Não estou livre e nem salva.
Em minha angústia gritei sem voz.
Vozes choram sem lágrimas.

Hoje sinto dor...
Oh, palavras que afugentam minhas magoas!
Livrai-me de mim
Livra-me das trevas...
Tira-me das ruas dos injustos,
E não estarei prostrada ao ver...
Vês os pesadelos de olhos abertos como eu?
.


O espelho não refletiu-me
Seus estilhaços evidenciariam à dor
Uma porta proibida foi destrancada
O monstro saiu, e envergonhei-me do que sou

Atrás das portas está o que sou
Qualquer distração e morrerá um pouco de mim
Sorrisos são máscaras da alma
Seduza o bom
E seus versos tristes não ficarão perdidos

quarta-feira, 25 de março de 2009

Dê-me vida

Te dei a chave para olhar além dos meus olhos.
Ainda assim não posso abrir todas as portas.
Hoje me sinto anestesiada.
É assim quando vivo todos os meus temores...
Vivo sem uma alma.
Meu espírito pernoitou em outro lugar.
Encontre-o e dê-me vida.

Não acordo do pesadelo.
Não tentarei acordar.
Sinto meu sangue escorrer,
Desfaleço do nada que me tornei.
Abro os olhos e vejo a verdade.
Não tenho alma
Meu espírito foi-se e congelei por dentro...

Escolho a escuridão,
Pois predestinamente não há escolhas para mim.
Não há nada aqui dentro.
Lembro-me da chave que lhe dei...
Salve-me de mim e ainda sorrirei
Salve-me de minhas dores
Onde tudo está entorpecido...

Não há cura

Não há cura.
Fadado as agonias diárias,
Perco planos e sonhos sólidos.
Agrava-se a cada minuto.
Haverá outro com tais sintomas?
Outros sem sono, sonhos,
Sofredores de insônias, angústias e tremores?
Haverá outros com dor da alma?
Cada respiração denuncia os sintomas
A culpa faz parte da dor.
Não há mais estruturas na casa...

Não há cura
A doença se agrava a cada dia
Todos os edifícios são convites ao salto final.
Olho para o céu e não enxergo o sol.
Haverá perdão para os imperdoáveis?
Perambulo ocultando mus versos
A vergonha sufocou um íntimo
Até quando suportarei o v ale de lamas negras?
Afaste-se de mim, não quero sorrir.
Alheio a tudo não percebi quando meu mundo desabou

domingo, 15 de março de 2009

Estrela Minha

Vi uma estrela
Não, vi a minha estrela.
Ela me acariciava única a me ver dormir.
Consolava-me penosa em ver minhas angustias.
Vi minha estrela.
Entendi suas palavras silenciosas,
Éramos iguais em nossas dores.
Deitada no chão frio eu admirava seu brilho.
Enquanto ela sussurrava já estar há tempos apagada.
Vi a única estrela
Ela sofreu ao ver-me partir.
Entrei no inconsciente
E acordei saudosa
Uma pausa enquanto escondo a dor no peito
Eles precisam achar que ainda brilho
Mas quando vi minha estrela entendi...
Estamos para sempre apagadas

Mais um Soneto

Ali, junto ao fim de tudo, não quero suas lágrimas.
Ali, entre as tristes homenagens finais,
Digam ao mundo que fugi enfim,
Desta vida vã, e entre os vermes irei habitar.

Não memorize minhas ultimas palavras.
Não reveja minhas mãos tremulas, mas o meu amor por ti eterno...
Se possível, por favor, me esqueça.
Se um dia ao ser lembrado te causar algum dano.

Se um dia olhares esses angustiados versos
Já serei pó,
Não te esforces em lembrar meu nome.

O amor, a vida, estará tudo acabado
Alguém melhor consolará sua dor
Do meu tolo amor não ria, depois que eu me for.

Cap

Façamos parte do pequeno clã,
O Clã das Almas Perturbadas.
Ansiosos, imersos em suas buscas.
Aflitos, afortunados de questionamentos.
Assombrados por saber.. o não-saber.

As catedrais não correspondem aos paradoxos.
Suas paredes exigem o eco da submissão.
Afastemo-nos da névoa da afirmação.
Enxergar o temporal é o bem maior dos impuros.
Sujos do questionamento proibido.

Sou parte do pequeno clã,
O Clã das Almas Perturbadas.

Corri e me escondi guardando as palavras
As dores do coração não perturbarão os escolhidos.
Dance suas danças alegres,
Desenterre sorrisos descompassados.
Ah, desengonçados, imitando os ritmados passos,
Mais uma vez buscarei a liberdade nos escombros.


Não há vida longe do meu clã,
O Clã das Almas Perturbadas.

Meus versos são meu sonho dado

Fernando Pessoa
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Meus versos são meu sonho dado

MEUS VERSOS são meu sonho dado.
Quero viver, não sei viver,
Por isso, anônimo e encantado,
Canto para me pertencer.
O que soubemos, o perdemos.
O que pensamos, já o fomos.
Ah, e só guardamos o que demos
E tudo é sermos quem não somos.
Se alguém souber sentir meu canto
Meu canto eu saberei sentir.
Viverei com minha alma tanto
Quanto outros vivem (?)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Presente no Presente

Hoje não falarei dos pesadelos,
Dos tremores,
Das angústias,
Das insônias,
Das mágoas metafísicas,
Da existência forçada.

Hoje cantarei os sonhos,
As certezas,
Os alívios,
As fugas sem dissabores,
Os apoios incondicionais,
A inexistência do entender a alma.
Fernando Pessoa
Meus versos são meu sonho dado

MEUS VERSOS são meu sonho dado.
Quero viver, não sei viver,
Por isso, anônimo e encantado,
Canto para me pertencer.
O que soubemos, o perdemos.
O que pensamos, já o fomos.
Ah, e só guardamos o que demos
E tudo é sermos quem não somos.

Se alguém souber sentir meu canto
Meu canto eu saberei sentir.
Viverei com minha alma tanto
Quanto outros vivem (?)