Conheci a ti, ó morte minha
De flores que não exalam mais
Secas, anunciam o odor do fim
Ao fim de uma estação me vi distante de mim
Volto às dores que não se suportam mais
Milhares de cacos refletam as muitas aguas
Sim, as muitas aguas não poderiam apagar esse amor
Mas seus rios podem sufocá-los
Lágrimas da morte
Tragam- na de volta para mim
E por mais uma estação me distanciarei de mim.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
terça-feira, 4 de agosto de 2009
A gosto do desgosto
Volto-me ao mundo das idéias
Anestesia feita para os que sentem dores d alma.
Uma moça foi tirada do inferno,
Sem que tirassem o inferno dela.
Há sempre espaço para tal alma se expandir
Até se tornar o oceano infinito.
Eu que não estou mais aqui
Sinto saudades de mim
Em vê-la tão sóbria
A gosto do desgosto.
Anestesia feita para os que sentem dores d alma.
Uma moça foi tirada do inferno,
Sem que tirassem o inferno dela.
Há sempre espaço para tal alma se expandir
Até se tornar o oceano infinito.
Eu que não estou mais aqui
Sinto saudades de mim
Em vê-la tão sóbria
A gosto do desgosto.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
M.J
Olhei para o nada e vi a morte.
Sem entender Seus motivos, pedi que não o levasse...
Nunca houve maior dor além do adeus.
Rogaria que me preparassem,
Me humilharia em desespero pedindo entendimento.
Dê- me sabedoria,
Te peço Deus...
Não entendo a vida
Não entendo a morte...
Entendi somente a dor do adeus...
Me dê o oásis desta sequidão,
Já não viverei sem os olhos seus.
Sem entender Seus motivos, pedi que não o levasse...
Nunca houve maior dor além do adeus.
Rogaria que me preparassem,
Me humilharia em desespero pedindo entendimento.
Dê- me sabedoria,
Te peço Deus...
Não entendo a vida
Não entendo a morte...
Entendi somente a dor do adeus...
Me dê o oásis desta sequidão,
Já não viverei sem os olhos seus.
De...
Defino-me desolado.
Desolado de tantas aflições
Descontrolo-me e descontente,
Descobri em mim a razão do sofrer.
Deixe-me sozinha,
Desgarrada,
Desapego-me então de ti.
Defina-me,
Decifre-me,
Decida a razão para viveres em mim.
Desolado de tantas aflições
Descontrolo-me e descontente,
Descobri em mim a razão do sofrer.
Deixe-me sozinha,
Desgarrada,
Desapego-me então de ti.
Defina-me,
Decifre-me,
Decida a razão para viveres em mim.
domingo, 14 de junho de 2009
Infortúnio
Mesmo que intentes contra mim,
Que passes seus dias a maquinar o mal
Ainda que faças sofrer o inocente,
Não pagarei seu mal por mal
Não lhe mostrarei minhas desesperadas lágrimas,
Ainda que meu sorriso triste não lhe seja reconhecido.
Que entendas em breve o caminho escolhido,
Mesmo que já tarde, ainda acredito
Assim em infortúnio, vivo não menos iludido.
Que passes seus dias a maquinar o mal
Ainda que faças sofrer o inocente,
Não pagarei seu mal por mal
Não lhe mostrarei minhas desesperadas lágrimas,
Ainda que meu sorriso triste não lhe seja reconhecido.
Que entendas em breve o caminho escolhido,
Mesmo que já tarde, ainda acredito
Assim em infortúnio, vivo não menos iludido.
Rosas Minhas
Rosas minhas que não calam,
Clamem rosas que suportam a dor.
Arrancadas a dia a dia despencadas murcham,
Sangue rubro sem algum valor.
Tal como a flor suas pétalas caem,
Exale o perfume que ainda ficou.
Sinta seus espinhos, os agarre com vigor.
Rosas minhas clamem,clamem,clamem...
É chegado o dia do sangue derramado,
Em mim, em ti, tudo se findou
Clamem rosas que suportam a dor.
Arrancadas a dia a dia despencadas murcham,
Sangue rubro sem algum valor.
Tal como a flor suas pétalas caem,
Exale o perfume que ainda ficou.
Sinta seus espinhos, os agarre com vigor.
Rosas minhas clamem,clamem,clamem...
É chegado o dia do sangue derramado,
Em mim, em ti, tudo se findou
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Ser você
Se fosse eu, seria um mar morto em pleno sertão...
Sendo você, é mar azul e maresia cheirando a saudade.
Sendo eu, é tudo alegria triste de um dia cinza...
Se fosse você, seria o cheiro do pão, acalanto d´alma
Se fosse eu, seria a tenebrosa tempestade...
Granitos cortariam os perversos que habitam minhas mágoas.
Sendo eu, pouco há para se oferecer...
Migalhas de uma mesa vazia e triste que esperam sua chegada.
Se for você , é possível ver Deus.
Raios de sol iluminariam bons e maus
Ser você é ser a esperança do soslaio divino.
Ser você é o acalanto do sendo eu o que sou.
Sendo você, é mar azul e maresia cheirando a saudade.
Sendo eu, é tudo alegria triste de um dia cinza...
Se fosse você, seria o cheiro do pão, acalanto d´alma
Se fosse eu, seria a tenebrosa tempestade...
Granitos cortariam os perversos que habitam minhas mágoas.
Sendo eu, pouco há para se oferecer...
Migalhas de uma mesa vazia e triste que esperam sua chegada.
Se for você , é possível ver Deus.
Raios de sol iluminariam bons e maus
Ser você é ser a esperança do soslaio divino.
Ser você é o acalanto do sendo eu o que sou.
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