Se fosse eu, seria um mar morto em pleno sertão...
Sendo você, é mar azul e maresia cheirando a saudade.
Sendo eu, é tudo alegria triste de um dia cinza...
Se fosse você, seria o cheiro do pão, acalanto d´alma
Se fosse eu, seria a tenebrosa tempestade...
Granitos cortariam os perversos que habitam minhas mágoas.
Sendo eu, pouco há para se oferecer...
Migalhas de uma mesa vazia e triste que esperam sua chegada.
Se for você , é possível ver Deus.
Raios de sol iluminariam bons e maus
Ser você é ser a esperança do soslaio divino.
Ser você é o acalanto do sendo eu o que sou.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Névoa
Misturei-me entre luz e trevas.
Intercalando os dias, escolhi olhar para o alto.
Sentindo o mel das palavras,
Apreciando o sorriso dos enamorados,
Esqueci-me de mim.
Volto os olhos contra a luz,
Sinto as trevas atrás do nevoeiro.
Quando o fogo da fúria se acendeu,
Voltou às gotículas de um sangue amargo.
Oxalá, tivesse a força de um guerreiro.
Desconstruiria as ofensas atacadas,
E não fugiria deste cárcere a mim destinado.
Existo entre luz e trevas de um nevoeiro que nasceu em mim.
Intercalando os dias, escolhi olhar para o alto.
Sentindo o mel das palavras,
Apreciando o sorriso dos enamorados,
Esqueci-me de mim.
Volto os olhos contra a luz,
Sinto as trevas atrás do nevoeiro.
Quando o fogo da fúria se acendeu,
Voltou às gotículas de um sangue amargo.
Oxalá, tivesse a força de um guerreiro.
Desconstruiria as ofensas atacadas,
E não fugiria deste cárcere a mim destinado.
Existo entre luz e trevas de um nevoeiro que nasceu em mim.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
LEMBRETE... Mário Quintana
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!Quando se vê, já é sexta-feira... Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já se passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo: não deixe de fazer algo de que gosta devido a falta de tempo;
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente năo voltará mais
Quando se vê, já são seis horas!Quando se vê, já é sexta-feira... Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já se passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo: não deixe de fazer algo de que gosta devido a falta de tempo;
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente năo voltará mais
terça-feira, 14 de abril de 2009
Castigo
Castigo
Hoje dói mais...
Sinto a peste que dorme entre trevas encobrir meus pensamentos.
O terror noturno apavora-me.
Sinto a peste acordada assolar meu corpo.
Todos ao meu lado caíram.
Estamos prostrados.
Hoje sinto dor...
Meus olhos contemplam o caos...
Vejo em nós o castigo como recompensa.
O mal nos sucedeu,
As pragas chegaram a nossas casas.
Nossos caminhos foram descobertos.
Hoje dói mais...
Tropeço entre os escombros .
No pó relembro o que era.
Não estou livre e nem salva.
Em minha angústia gritei sem voz.
Vozes choram sem lágrimas.
Hoje sinto dor...
Oh, palavras que afugentam minhas magoas!
Livrai-me de mim
Livra-me das trevas...
Tira-me das ruas dos injustos,
E não estarei prostrada ao ver...
Vês os pesadelos de olhos abertos como eu?
.
O espelho não refletiu-me
Seus estilhaços evidenciariam à dor
Uma porta proibida foi destrancada
O monstro saiu, e envergonhei-me do que sou
Atrás das portas está o que sou
Qualquer distração e morrerá um pouco de mim
Sorrisos são máscaras da alma
Seduza o bom
E seus versos tristes não ficarão perdidos
Hoje dói mais...
Sinto a peste que dorme entre trevas encobrir meus pensamentos.
O terror noturno apavora-me.
Sinto a peste acordada assolar meu corpo.
Todos ao meu lado caíram.
Estamos prostrados.
Hoje sinto dor...
Meus olhos contemplam o caos...
Vejo em nós o castigo como recompensa.
O mal nos sucedeu,
As pragas chegaram a nossas casas.
Nossos caminhos foram descobertos.
Hoje dói mais...
Tropeço entre os escombros .
No pó relembro o que era.
Não estou livre e nem salva.
Em minha angústia gritei sem voz.
Vozes choram sem lágrimas.
Hoje sinto dor...
Oh, palavras que afugentam minhas magoas!
Livrai-me de mim
Livra-me das trevas...
Tira-me das ruas dos injustos,
E não estarei prostrada ao ver...
Vês os pesadelos de olhos abertos como eu?
.
O espelho não refletiu-me
Seus estilhaços evidenciariam à dor
Uma porta proibida foi destrancada
O monstro saiu, e envergonhei-me do que sou
Atrás das portas está o que sou
Qualquer distração e morrerá um pouco de mim
Sorrisos são máscaras da alma
Seduza o bom
E seus versos tristes não ficarão perdidos
quarta-feira, 25 de março de 2009
Dê-me vida
Te dei a chave para olhar além dos meus olhos.
Ainda assim não posso abrir todas as portas.
Hoje me sinto anestesiada.
É assim quando vivo todos os meus temores...
Vivo sem uma alma.
Meu espírito pernoitou em outro lugar.
Encontre-o e dê-me vida.
Não acordo do pesadelo.
Não tentarei acordar.
Sinto meu sangue escorrer,
Desfaleço do nada que me tornei.
Abro os olhos e vejo a verdade.
Não tenho alma
Meu espírito foi-se e congelei por dentro...
Escolho a escuridão,
Pois predestinamente não há escolhas para mim.
Não há nada aqui dentro.
Lembro-me da chave que lhe dei...
Salve-me de mim e ainda sorrirei
Salve-me de minhas dores
Onde tudo está entorpecido...
Ainda assim não posso abrir todas as portas.
Hoje me sinto anestesiada.
É assim quando vivo todos os meus temores...
Vivo sem uma alma.
Meu espírito pernoitou em outro lugar.
Encontre-o e dê-me vida.
Não acordo do pesadelo.
Não tentarei acordar.
Sinto meu sangue escorrer,
Desfaleço do nada que me tornei.
Abro os olhos e vejo a verdade.
Não tenho alma
Meu espírito foi-se e congelei por dentro...
Escolho a escuridão,
Pois predestinamente não há escolhas para mim.
Não há nada aqui dentro.
Lembro-me da chave que lhe dei...
Salve-me de mim e ainda sorrirei
Salve-me de minhas dores
Onde tudo está entorpecido...
Não há cura
Não há cura.
Fadado as agonias diárias,
Perco planos e sonhos sólidos.
Agrava-se a cada minuto.
Haverá outro com tais sintomas?
Outros sem sono, sonhos,
Sofredores de insônias, angústias e tremores?
Haverá outros com dor da alma?
Cada respiração denuncia os sintomas
A culpa faz parte da dor.
Não há mais estruturas na casa...
Não há cura
A doença se agrava a cada dia
Todos os edifícios são convites ao salto final.
Olho para o céu e não enxergo o sol.
Haverá perdão para os imperdoáveis?
Perambulo ocultando mus versos
A vergonha sufocou um íntimo
Até quando suportarei o v ale de lamas negras?
Afaste-se de mim, não quero sorrir.
Alheio a tudo não percebi quando meu mundo desabou
Fadado as agonias diárias,
Perco planos e sonhos sólidos.
Agrava-se a cada minuto.
Haverá outro com tais sintomas?
Outros sem sono, sonhos,
Sofredores de insônias, angústias e tremores?
Haverá outros com dor da alma?
Cada respiração denuncia os sintomas
A culpa faz parte da dor.
Não há mais estruturas na casa...
Não há cura
A doença se agrava a cada dia
Todos os edifícios são convites ao salto final.
Olho para o céu e não enxergo o sol.
Haverá perdão para os imperdoáveis?
Perambulo ocultando mus versos
A vergonha sufocou um íntimo
Até quando suportarei o v ale de lamas negras?
Afaste-se de mim, não quero sorrir.
Alheio a tudo não percebi quando meu mundo desabou
domingo, 15 de março de 2009
Estrela Minha
Vi uma estrela
Não, vi a minha estrela.
Ela me acariciava única a me ver dormir.
Consolava-me penosa em ver minhas angustias.
Vi minha estrela.
Entendi suas palavras silenciosas,
Éramos iguais em nossas dores.
Deitada no chão frio eu admirava seu brilho.
Enquanto ela sussurrava já estar há tempos apagada.
Vi a única estrela
Ela sofreu ao ver-me partir.
Entrei no inconsciente
E acordei saudosa
Uma pausa enquanto escondo a dor no peito
Eles precisam achar que ainda brilho
Mas quando vi minha estrela entendi...
Estamos para sempre apagadas
Não, vi a minha estrela.
Ela me acariciava única a me ver dormir.
Consolava-me penosa em ver minhas angustias.
Vi minha estrela.
Entendi suas palavras silenciosas,
Éramos iguais em nossas dores.
Deitada no chão frio eu admirava seu brilho.
Enquanto ela sussurrava já estar há tempos apagada.
Vi a única estrela
Ela sofreu ao ver-me partir.
Entrei no inconsciente
E acordei saudosa
Uma pausa enquanto escondo a dor no peito
Eles precisam achar que ainda brilho
Mas quando vi minha estrela entendi...
Estamos para sempre apagadas
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