Conheci a ti, ó morte minha De flores que não exalam mais Secas, anunciam o odor do fim Ao fim de uma estação me vi distante de mim Volto às dores que não se suportam mais Milhares de cacos refletam as muitas aguas Sim, as muitas aguas não poderiam apagar esse amor Mas seus rios podem sufocá-los Lágrimas da morte Tragam- na de volta para mim E por mais uma estação me distanciarei de mim.
Volto-me ao mundo das idéias Anestesia feita para os que sentem dores d alma. Uma moça foi tirada do inferno, Sem que tirassem o inferno dela. Há sempre espaço para tal alma se expandir Até se tornar o oceano infinito. Eu que não estou mais aqui Sinto saudades de mim Em vê-la tão sóbria A gosto do desgosto.
Olhei para o nada e vi a morte. Sem entender Seus motivos, pedi que não o levasse... Nunca houve maior dor além do adeus. Rogaria que me preparassem, Me humilharia em desespero pedindo entendimento.
Dê- me sabedoria, Te peço Deus... Não entendo a vida Não entendo a morte... Entendi somente a dor do adeus... Me dê o oásis desta sequidão, Já não viverei sem os olhos seus.
Defino-me desolado. Desolado de tantas aflições Descontrolo-me e descontente, Descobri em mim a razão do sofrer. Deixe-me sozinha, Desgarrada, Desapego-me então de ti. Defina-me, Decifre-me, Decida a razão para viveres em mim.
Mesmo que intentes contra mim, Que passes seus dias a maquinar o mal Ainda que faças sofrer o inocente, Não pagarei seu mal por mal
Não lhe mostrarei minhas desesperadas lágrimas, Ainda que meu sorriso triste não lhe seja reconhecido. Que entendas em breve o caminho escolhido, Mesmo que já tarde, ainda acredito Assim em infortúnio, vivo não menos iludido.
Rosas minhas que não calam, Clamem rosas que suportam a dor. Arrancadas a dia a dia despencadas murcham, Sangue rubro sem algum valor.
Tal como a flor suas pétalas caem, Exale o perfume que ainda ficou. Sinta seus espinhos, os agarre com vigor. Rosas minhas clamem,clamem,clamem... É chegado o dia do sangue derramado, Em mim, em ti, tudo se findou