Cinja-me de folhas secas,
Cinja-me em suas verdades,
de folhas secas_
Secas que se quebram ao tocá-las
Em fronte a apagar-se
Tão cedo!
Cinja-me de folhas secas
E de folhas da alvorada.
E basta.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Coroai-me de rosas por Ricardo Reis
Coroai-me de rosas,
Coroai-me em verdade,
De rosas —
Rosas que se apagam
Em fronte a apagar-se
Tão cedo!
Coroai-me de rosas
E de folhas breves.
E basta.
Coroai-me em verdade,
De rosas —
Rosas que se apagam
Em fronte a apagar-se
Tão cedo!
Coroai-me de rosas
E de folhas breves.
E basta.
Jornada
Eu sei tudo sobre vida e morte.
Fui deixada na estrada à porta da minha consciência.
Subjugada pelas fortes dores, corri de mim em plena ciência.
Quebrado e destruído está o meu odre.
Coloquem-me no isolamento.
Constituo ameaça com meus profundos questionamentos.
Resolvi deixar de ser o que não sou...
Mas ainda guardo meus segredos, oculto toda a dor.
Dor de ser o que é...
Dor de viver sem querer a dor do outro.
Em minha angústia, desejei o melhor para mim.
Revelei o que ansiei: me autodestruir.
As palavras condenam os que as escrevem em público.
Rasgue sua alma e se entregue as vaias dos covardes.
Revele suas chagas e antecipe sua jornada
Deixe-me só, busco escrever minhas ambigüidades.
Vivo meu isolamento intelectual.
Sentada a beira de um poço choro meus devaneios
Vi o reflexo do que sou...
Poço, guarde contigo a subjetividade da minha dor...
Fui deixada na estrada à porta da minha consciência.
Subjugada pelas fortes dores, corri de mim em plena ciência.
Quebrado e destruído está o meu odre.
Coloquem-me no isolamento.
Constituo ameaça com meus profundos questionamentos.
Resolvi deixar de ser o que não sou...
Mas ainda guardo meus segredos, oculto toda a dor.
Dor de ser o que é...
Dor de viver sem querer a dor do outro.
Em minha angústia, desejei o melhor para mim.
Revelei o que ansiei: me autodestruir.
As palavras condenam os que as escrevem em público.
Rasgue sua alma e se entregue as vaias dos covardes.
Revele suas chagas e antecipe sua jornada
Deixe-me só, busco escrever minhas ambigüidades.
Vivo meu isolamento intelectual.
Sentada a beira de um poço choro meus devaneios
Vi o reflexo do que sou...
Poço, guarde contigo a subjetividade da minha dor...
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Um dia
Perco um dia de vida a cada dia que passa por mim.
Longe se vão os dias da mocidade.
Foi assim que me perdi no labirinto onde não há paz.
Preciso aceitar o que perdi
Perdi e me perdi entre paredes sombrias
Os dias que não voltam lembram do que sou feita.
Feita de dias frios, da frieza natural.
Não sou boa
Meus fracassos recordam os dias perdidos...
Posso ainda achá-los em terras amargas.
Cultivarei uma árvore seca e nunca me preocuparei com seus frutos...
Longe se vão os dias da mocidade.
Foi assim que me perdi no labirinto onde não há paz.
Preciso aceitar o que perdi
Perdi e me perdi entre paredes sombrias
Os dias que não voltam lembram do que sou feita.
Feita de dias frios, da frieza natural.
Não sou boa
Meus fracassos recordam os dias perdidos...
Posso ainda achá-los em terras amargas.
Cultivarei uma árvore seca e nunca me preocuparei com seus frutos...
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Fragmento
Acordei com a faísca da esperança.
Permiti-me sonhar com as rajadas do Who knows.
Incólume acordei do devaneio,
Dormente e de costas para a fantasia abracei minha realidade.
Volto-me para o que sou,
Estou,não vou, nada sobrou... cacos completam-me.
Nunca seria nada além de um medíocre fragmento.
Nunca restou nada além dos restos que me tragou.
Permiti-me sonhar com as rajadas do Who knows.
Incólume acordei do devaneio,
Dormente e de costas para a fantasia abracei minha realidade.
Volto-me para o que sou,
Estou,não vou, nada sobrou... cacos completam-me.
Nunca seria nada além de um medíocre fragmento.
Nunca restou nada além dos restos que me tragou.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
A Aurora
Quem somos nós neste mundo complicado?
De outono é feito meus dias,
As folhas caem
Tão mortas quanto eu.
Esqueça as horas,
Os nomes,
Seu nome,
A voz...vozes...vorazes
Lembro da aurora, mas sobrevivo
Dos meus crepúsculos
Traga-me a aurora polar dos outros planetas
Assim viverei mais uma vez.
Caindo como as folhas
Neste mundo complicado
De outono é feito meus dias,
As folhas caem
Tão mortas quanto eu.
Esqueça as horas,
Os nomes,
Seu nome,
A voz...vozes...vorazes
Lembro da aurora, mas sobrevivo
Dos meus crepúsculos
Traga-me a aurora polar dos outros planetas
Assim viverei mais uma vez.
Caindo como as folhas
Neste mundo complicado
Devedor
Demito-me...de viver.
Abro concordata dos meus sonhos mais valiosos.
Silencio a falência que há tempos habita em mim.
Como um desgraçado devedor respiro o ar poluído da derrota,
Cansado estou desde o dia que corri da felicidade.
Na manhã de sol vi lugares desconhecidos,
Voltei para minhas neblinas.
Vergonha há para os que não cansam de invejar os afortunados,
Ver a pobreza dos outros me aflige.
Ainda sinto o palpitar do meu coração
Mesmo sem que eu queira que ainda trabalhe,
Sufocado do dia após dia vive a certeza do esquecimento.
Não há de ser nada ser ninguém.
Abro concordata dos meus sonhos mais valiosos.
Silencio a falência que há tempos habita em mim.
Como um desgraçado devedor respiro o ar poluído da derrota,
Cansado estou desde o dia que corri da felicidade.
Na manhã de sol vi lugares desconhecidos,
Voltei para minhas neblinas.
Vergonha há para os que não cansam de invejar os afortunados,
Ver a pobreza dos outros me aflige.
Ainda sinto o palpitar do meu coração
Mesmo sem que eu queira que ainda trabalhe,
Sufocado do dia após dia vive a certeza do esquecimento.
Não há de ser nada ser ninguém.
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