Vi uma estrela
Não, vi a minha estrela.
Ela me acariciava única a me ver dormir.
Consolava-me penosa em ver minhas angustias.
Vi minha estrela.
Entendi suas palavras silenciosas,
Éramos iguais em nossas dores.
Deitada no chão frio eu admirava seu brilho.
Enquanto ela sussurrava já estar há tempos apagada.
Vi a única estrela
Ela sofreu ao ver-me partir.
Entrei no inconsciente
E acordei saudosa
Uma pausa enquanto escondo a dor no peito
Eles precisam achar que ainda brilho
Mas quando vi minha estrela entendi...
Estamos para sempre apagadas
domingo, 15 de março de 2009
Mais um Soneto
Ali, junto ao fim de tudo, não quero suas lágrimas.
Ali, entre as tristes homenagens finais,
Digam ao mundo que fugi enfim,
Desta vida vã, e entre os vermes irei habitar.
Não memorize minhas ultimas palavras.
Não reveja minhas mãos tremulas, mas o meu amor por ti eterno...
Se possível, por favor, me esqueça.
Se um dia ao ser lembrado te causar algum dano.
Se um dia olhares esses angustiados versos
Já serei pó,
Não te esforces em lembrar meu nome.
O amor, a vida, estará tudo acabado
Alguém melhor consolará sua dor
Do meu tolo amor não ria, depois que eu me for.
Ali, entre as tristes homenagens finais,
Digam ao mundo que fugi enfim,
Desta vida vã, e entre os vermes irei habitar.
Não memorize minhas ultimas palavras.
Não reveja minhas mãos tremulas, mas o meu amor por ti eterno...
Se possível, por favor, me esqueça.
Se um dia ao ser lembrado te causar algum dano.
Se um dia olhares esses angustiados versos
Já serei pó,
Não te esforces em lembrar meu nome.
O amor, a vida, estará tudo acabado
Alguém melhor consolará sua dor
Do meu tolo amor não ria, depois que eu me for.
Cap
Façamos parte do pequeno clã,
O Clã das Almas Perturbadas.
Ansiosos, imersos em suas buscas.
Aflitos, afortunados de questionamentos.
Assombrados por saber.. o não-saber.
As catedrais não correspondem aos paradoxos.
Suas paredes exigem o eco da submissão.
Afastemo-nos da névoa da afirmação.
Enxergar o temporal é o bem maior dos impuros.
Sujos do questionamento proibido.
Sou parte do pequeno clã,
O Clã das Almas Perturbadas.
Corri e me escondi guardando as palavras
As dores do coração não perturbarão os escolhidos.
Dance suas danças alegres,
Desenterre sorrisos descompassados.
Ah, desengonçados, imitando os ritmados passos,
Mais uma vez buscarei a liberdade nos escombros.
Não há vida longe do meu clã,
O Clã das Almas Perturbadas.
O Clã das Almas Perturbadas.
Ansiosos, imersos em suas buscas.
Aflitos, afortunados de questionamentos.
Assombrados por saber.. o não-saber.
As catedrais não correspondem aos paradoxos.
Suas paredes exigem o eco da submissão.
Afastemo-nos da névoa da afirmação.
Enxergar o temporal é o bem maior dos impuros.
Sujos do questionamento proibido.
Sou parte do pequeno clã,
O Clã das Almas Perturbadas.
Corri e me escondi guardando as palavras
As dores do coração não perturbarão os escolhidos.
Dance suas danças alegres,
Desenterre sorrisos descompassados.
Ah, desengonçados, imitando os ritmados passos,
Mais uma vez buscarei a liberdade nos escombros.
Não há vida longe do meu clã,
O Clã das Almas Perturbadas.
Meus versos são meu sonho dado
Fernando Pessoa
________________________________________
Meus versos são meu sonho dado
MEUS VERSOS são meu sonho dado.
Quero viver, não sei viver,
Por isso, anônimo e encantado,
Canto para me pertencer.
O que soubemos, o perdemos.
O que pensamos, já o fomos.
Ah, e só guardamos o que demos
E tudo é sermos quem não somos.
Se alguém souber sentir meu canto
Meu canto eu saberei sentir.
Viverei com minha alma tanto
Quanto outros vivem (?)
________________________________________
Meus versos são meu sonho dado
MEUS VERSOS são meu sonho dado.
Quero viver, não sei viver,
Por isso, anônimo e encantado,
Canto para me pertencer.
O que soubemos, o perdemos.
O que pensamos, já o fomos.
Ah, e só guardamos o que demos
E tudo é sermos quem não somos.
Se alguém souber sentir meu canto
Meu canto eu saberei sentir.
Viverei com minha alma tanto
Quanto outros vivem (?)
quinta-feira, 12 de março de 2009
Presente no Presente
Hoje não falarei dos pesadelos,
Dos tremores,
Das angústias,
Das insônias,
Das mágoas metafísicas,
Da existência forçada.
Hoje cantarei os sonhos,
As certezas,
Os alívios,
As fugas sem dissabores,
Os apoios incondicionais,
A inexistência do entender a alma.
Dos tremores,
Das angústias,
Das insônias,
Das mágoas metafísicas,
Da existência forçada.
Hoje cantarei os sonhos,
As certezas,
Os alívios,
As fugas sem dissabores,
Os apoios incondicionais,
A inexistência do entender a alma.
Fernando Pessoa
Meus versos são meu sonho dado
MEUS VERSOS são meu sonho dado.
Quero viver, não sei viver,
Por isso, anônimo e encantado,
Canto para me pertencer.
O que soubemos, o perdemos.
O que pensamos, já o fomos.
Ah, e só guardamos o que demos
E tudo é sermos quem não somos.
Se alguém souber sentir meu canto
Meu canto eu saberei sentir.
Viverei com minha alma tanto
Quanto outros vivem (?)
Meus versos são meu sonho dado
MEUS VERSOS são meu sonho dado.
Quero viver, não sei viver,
Por isso, anônimo e encantado,
Canto para me pertencer.
O que soubemos, o perdemos.
O que pensamos, já o fomos.
Ah, e só guardamos o que demos
E tudo é sermos quem não somos.
Se alguém souber sentir meu canto
Meu canto eu saberei sentir.
Viverei com minha alma tanto
Quanto outros vivem (?)
segunda-feira, 9 de março de 2009
Poeira do Asfalto
As noites tomam-me os sonhos.
No abrir e fechar dos olhos fujo da realidade.
Existirá alguém mais tão inadequado quanto eu?
Os pensamentos me são como a poeira do asfalto.
Que levantam a luz do dia e toma seu lugar de direito a madrugada.
Estremeço a cada minuto por saber o que sou...
E não há esperanças de uma mudança em um mundo escorregadio.
Por favor, coopere e sorria!
Siga o ciclo dos gratos =============
Viva definhando as esferas amargas, beba sua violência interna.
Se tiveres astúcia, ouça:
Não há um porquê de viveres na cadeia da cidade,
Se estás preso às cadeias dos seus pensamentos...
Por favor, coopere e sorria!
Siga o ciclo dos gratos =============
No abrir e fechar dos olhos fujo da realidade.
Existirá alguém mais tão inadequado quanto eu?
Os pensamentos me são como a poeira do asfalto.
Que levantam a luz do dia e toma seu lugar de direito a madrugada.
Estremeço a cada minuto por saber o que sou...
E não há esperanças de uma mudança em um mundo escorregadio.
Por favor, coopere e sorria!
Siga o ciclo dos gratos =============
Viva definhando as esferas amargas, beba sua violência interna.
Se tiveres astúcia, ouça:
Não há um porquê de viveres na cadeia da cidade,
Se estás preso às cadeias dos seus pensamentos...
Por favor, coopere e sorria!
Siga o ciclo dos gratos =============
Assinar:
Postagens (Atom)
